Ah, como é bom quebrar a rotina de vez em quando, não é verdade? Mas esperem ai, para quebrar rotinas é preciso primeiro conhecer e identificar estas rotinas, não é mesmo? Apesar de ser um imenso prazer quebrá-las é nelas que passamos a maior parte do nosso tempo. Você conhece suas rotinas? Você apenas as vive ou é você quem as define para que atuem a seu favor?
Trabalhando em todo o horário comercial não nos sobra muito tempo livre, e é justamente na arte de definir rotinas, administrar tarefas e gerenciar horários que se esconde o tempo que precisamos para crescer e aproveitar a vida.
Coloque no papel tudo o que você precisa fazer no dia a dia, coloque também o que você quer fazer. Pense em quanto tempo demora cada uma destas ações, reserve algumas horas (não menos que o suficiente) para seu sono, e tente encaixar as ações no que sobrou das 24 horas do dia e dos 7 dias da semana.
Muito provavelmente algumas coisas não encontrarão tempo disponível. Desistir? Que nada, tente de novo! Inverta horários, mude a frequência, inverta o dia da semana, priorize, abandone o dispensável... Sempre tem um jeito para encaixar o que é importante e o que queremos muito!
Pronto! Agora temos uma rotina definida em nosso favor! Próximo passo? Coloque ela à prova e ajuste tudo o que for necessário. Depois de ajustada é só aproveitar, afinal, contraditório ou não, rotinas bem estruturadas permitem que tenhamos muito mais tempo disponível inclusive para quebrar estas rotinas! E ai, topa um "happy hour" mais tarde?
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Por Que Nos Decepcionamos?
Desde crianças aprendemos a acreditar que o gosto da ilusão é bom e saudável. No inicio da infância temos o Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa, em seguida crescemos ouvindo os contos de fada e todas as outras lindas histórias infantis. O tempo passa e na adolescencia o "amor hollywoodiano" nos ensina passo a passo como quebrar a cara nas primeiras tentativas.
O tempo passa e a vida ensina, bons alunos ou não, aos poucos todos criamos nossas barreiras. São as máscaras de desconfiança que nos impedem de acreditar em situações que de alguma forma se pareçam com as que já nos feriram. A vida nos adestra, como aquele cachorro que aprende a só aceitar carne do seu dono depois de morder bifes com vidros, pregos ou fios elétricos. A ironia é que tais bifes são oferecidos por supostos estranhos contratados por este mesmo dono.
Ficamos frios e aprendemos a acreditar em tudo pela metade. No amor aprendemos que ao sentir medo de ser abandonado o mais seguro e tomar a frente a abandonar antes. No trabalho aprendemos que ao sentir que pode ser substituído em seu cargo o melhor caminho é trocar de empresa. Sentimos uma crescente necessidade de estar no controle, nos boicotamos, vivemos inúmeras vezes a primeira fase de jogos diferentes por medo de morrer na segunda a fase do mesmo jogo.
Cansamos da frieza e resolvemos tentar de novo, mas não é porque resolvemos tirar o pé de trás que as outras pessoas envolvidas nesta tentativa farão o mesmo em nosso tempo. Para funcionar é preciso um pouco de sincronia ou, caso ela não aconteça, muita paciência para esperar o tempo do outro. Resultado mais comum? Cansamos de esperar e criamos barreiras ainda maiores.
Alimentar ilusões é projetar e esperar dos outros antes de procurar saber o que eles de fato podem te oferecer, decepções nesta condição são inevitáveis. Sem decepções não existem barreiras para nos impedir de enxergar o verdadeiro bem que deveríamos aceitar ao nosso lado.
Por que nos decepcionamos? Busque certezas, espere menos e enxergue mais. Se já ganhou máscaras demais tenha coragem para retirá-las, tente, procure a sincronia, espere, tenha paciência. Não estou tentando te iludir, você ainda vai errar e se ferir muitas vezes. Mas certamente vai acertar, se curar e sorrir muito mais. Enganos sim, ilusões jamais!
O tempo passa e a vida ensina, bons alunos ou não, aos poucos todos criamos nossas barreiras. São as máscaras de desconfiança que nos impedem de acreditar em situações que de alguma forma se pareçam com as que já nos feriram. A vida nos adestra, como aquele cachorro que aprende a só aceitar carne do seu dono depois de morder bifes com vidros, pregos ou fios elétricos. A ironia é que tais bifes são oferecidos por supostos estranhos contratados por este mesmo dono.
Ficamos frios e aprendemos a acreditar em tudo pela metade. No amor aprendemos que ao sentir medo de ser abandonado o mais seguro e tomar a frente a abandonar antes. No trabalho aprendemos que ao sentir que pode ser substituído em seu cargo o melhor caminho é trocar de empresa. Sentimos uma crescente necessidade de estar no controle, nos boicotamos, vivemos inúmeras vezes a primeira fase de jogos diferentes por medo de morrer na segunda a fase do mesmo jogo.
Cansamos da frieza e resolvemos tentar de novo, mas não é porque resolvemos tirar o pé de trás que as outras pessoas envolvidas nesta tentativa farão o mesmo em nosso tempo. Para funcionar é preciso um pouco de sincronia ou, caso ela não aconteça, muita paciência para esperar o tempo do outro. Resultado mais comum? Cansamos de esperar e criamos barreiras ainda maiores.
Alimentar ilusões é projetar e esperar dos outros antes de procurar saber o que eles de fato podem te oferecer, decepções nesta condição são inevitáveis. Sem decepções não existem barreiras para nos impedir de enxergar o verdadeiro bem que deveríamos aceitar ao nosso lado.
Por que nos decepcionamos? Busque certezas, espere menos e enxergue mais. Se já ganhou máscaras demais tenha coragem para retirá-las, tente, procure a sincronia, espere, tenha paciência. Não estou tentando te iludir, você ainda vai errar e se ferir muitas vezes. Mas certamente vai acertar, se curar e sorrir muito mais. Enganos sim, ilusões jamais!
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Mundo Virtual
Antigamente para conversar com alguém era preciso a encontrar pessoalmente, algum tempo depois, através das cartas, as pessoas passaram a se encontrar menos e escrever mais. Ainda que tenha reduzido a frequência dos contatos presenciais a carta não substituía uma visita, o que se justifica por seu longo tempo de resposta, e por não ser possível com ela observar tons de voz ou expressões faciais.
Com a chegada do telégrafo reduziu-se o tempo de resposta, mas ainda não era possível traduzir entonações com precisão. Porém quando Graham Bell comprou a patente do telefone na década de 1870 (oficialmente o verdadeiro inventor foi o italiano Antonio Meucci) foi iniciada uma grande revolução na forma com a qual nos comunicamos. Agora podíamos escutar a voz, em tempo real, sem precisar visitar a outra pessoa.
Hoje temos a Internet e a videoconferência, e com elas a possibilidade de observar tanto a voz quanto a expressão facial. Além disto temos celulares, emails, mensageiros instantâneos, redes sociais, torpedos... Aumentamos muito a velocidade e a quantidade de pessoas com quem fazemos contato, mas reduzimos a intensidade destas interações. Pare para pensar: A quanto tempo você não se encontra fisicamente com pessoas que considera importantes?
A presença e o toque não podem ser substituídos pela tecnologia. Visite, seja visitado, encontre as pessoas que te importam com frequência. Faça refeições em família, convide um amigo que já não vê a algum tempo para sair. Saia do MSN e vença as barreiras do Facebook, se arrisque a conhecer pessoalmente seus amigos virtuais.
Se sua vida é real, se o mundo é real, se as pessoas são reais e se seus desejos são reais não se limite e nem perca tempo demais dentro das fronteiras do mundo virtual. Que tal um churrasco próximo domingo? Na minha casa ou na sua?
Com a chegada do telégrafo reduziu-se o tempo de resposta, mas ainda não era possível traduzir entonações com precisão. Porém quando Graham Bell comprou a patente do telefone na década de 1870 (oficialmente o verdadeiro inventor foi o italiano Antonio Meucci) foi iniciada uma grande revolução na forma com a qual nos comunicamos. Agora podíamos escutar a voz, em tempo real, sem precisar visitar a outra pessoa.
Hoje temos a Internet e a videoconferência, e com elas a possibilidade de observar tanto a voz quanto a expressão facial. Além disto temos celulares, emails, mensageiros instantâneos, redes sociais, torpedos... Aumentamos muito a velocidade e a quantidade de pessoas com quem fazemos contato, mas reduzimos a intensidade destas interações. Pare para pensar: A quanto tempo você não se encontra fisicamente com pessoas que considera importantes?
A presença e o toque não podem ser substituídos pela tecnologia. Visite, seja visitado, encontre as pessoas que te importam com frequência. Faça refeições em família, convide um amigo que já não vê a algum tempo para sair. Saia do MSN e vença as barreiras do Facebook, se arrisque a conhecer pessoalmente seus amigos virtuais.
Se sua vida é real, se o mundo é real, se as pessoas são reais e se seus desejos são reais não se limite e nem perca tempo demais dentro das fronteiras do mundo virtual. Que tal um churrasco próximo domingo? Na minha casa ou na sua?
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
O Uso Correto da Vontade
Nem tão fácil que não nos permita enxergar seu valor, nem tão difícil que nos faça cansar antes da chegada. A arte de definir e conquistar objetivos está no uso correto da vontade, está em saber responder a três perguntas fundamentais e conciliar as respostas. O que você quer? O que você precisa? O que você pode?
Mais importante do que ter o que se quer é querer o que se tem. Muitas vezes investimos alto para conquistar um objetivo, porém ao atingi-lo percebemos que não era exatamente aquilo o que queríamos, ainda assim, por ter investido tanto, nos recusamos a abrir mão do objeto da conquista, colocamos em caixas e abandonamos no fundo do armário.
Ocupamos o espaço que poderia guardar coisas úteis e deixamos envelhecer sem uso algo que poderia estar em uso por outra pessoa. Quantas caixas cheias de objetos desnecessários você guarda no armário da vida?
O gosto da conquista é maravilhoso, muitas vezes é melhor do que o próprio objeto da conquista, mas a arte de usar a vontade a nosso favor é justamente aumentar o valor destes objetos, obter coisas úteis e não desperdiçar energia para preencher estas caixas de entulhos.
Saber querer é ter visão para projetar de que forma o objeto de desejo nos será de fato útil, observar a relação custo x benefício para descobrir se o esforço vale a pena, e aprender a abandonar tudo o que é desnecessário.
O uso correto da vontade: em primeiro lugar queira tudo o que você tem, depois queira o que você precisa e por fim queira aquilo que você pode. Para o que você ainda não pode crie meios ou encontre alternativas. O poder da vontade é imensurável, com ela podemos conquistar ou destruir quase tudo, dependendo apenas se a utilizamos a nosso favor ou contra.
Mais importante do que ter o que se quer é querer o que se tem. Muitas vezes investimos alto para conquistar um objetivo, porém ao atingi-lo percebemos que não era exatamente aquilo o que queríamos, ainda assim, por ter investido tanto, nos recusamos a abrir mão do objeto da conquista, colocamos em caixas e abandonamos no fundo do armário.
Ocupamos o espaço que poderia guardar coisas úteis e deixamos envelhecer sem uso algo que poderia estar em uso por outra pessoa. Quantas caixas cheias de objetos desnecessários você guarda no armário da vida?
O gosto da conquista é maravilhoso, muitas vezes é melhor do que o próprio objeto da conquista, mas a arte de usar a vontade a nosso favor é justamente aumentar o valor destes objetos, obter coisas úteis e não desperdiçar energia para preencher estas caixas de entulhos.
Saber querer é ter visão para projetar de que forma o objeto de desejo nos será de fato útil, observar a relação custo x benefício para descobrir se o esforço vale a pena, e aprender a abandonar tudo o que é desnecessário.
O uso correto da vontade: em primeiro lugar queira tudo o que você tem, depois queira o que você precisa e por fim queira aquilo que você pode. Para o que você ainda não pode crie meios ou encontre alternativas. O poder da vontade é imensurável, com ela podemos conquistar ou destruir quase tudo, dependendo apenas se a utilizamos a nosso favor ou contra.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Motivação = Motivo + Ação
Tendo um objetivo você fica motivado, ou estando motivado você define o objetivo?
Fazendo uma pequena brincadeira com a palavra motivação, ao dividi-la ao meio, encontramos duas outras palavras: motivo e ação.
Motivo vem no começo da palavra porque ele é justamente a causa, a origem que fundamenta todas as nossas vontades e anseios. Nada é por acaso, tudo tem uma razão para existir e ser.
Ação vem no final da palavra porque ela é a consequência dos motivos. Termina com o sufixo "ão", também usado para definir aumentativos, o que nos mostra que uma ação não pode ser pensada no diminutivo.
Motivação = Motivo + Ação. Para atingir objetivos é preciso ter motivação: motivo para definir o objetivo, e ação para alcançá-los.
Fazendo uma pequena brincadeira com a palavra motivação, ao dividi-la ao meio, encontramos duas outras palavras: motivo e ação.
Motivo vem no começo da palavra porque ele é justamente a causa, a origem que fundamenta todas as nossas vontades e anseios. Nada é por acaso, tudo tem uma razão para existir e ser.
Ação vem no final da palavra porque ela é a consequência dos motivos. Termina com o sufixo "ão", também usado para definir aumentativos, o que nos mostra que uma ação não pode ser pensada no diminutivo.
Motivação = Motivo + Ação. Para atingir objetivos é preciso ter motivação: motivo para definir o objetivo, e ação para alcançá-los.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Calibrando a Visão
Decepção no dicionário: "s.f. engano; logro; desilusão; desapontamento". Em outras palavras decepção é a frustração por uma expectativa não correspondida. Expectativa no dicionário: "s.f. esperança fundada em promessas, viabilidades ou probabilidades; ansiedade, esperança", ou seja, ter uma expectativa nada mais é do que esperar por algo que acreditamos que vá acontecer.
Conceitos e traduções esclarecidos, deixo agora duas perguntas: Você costuma criar muitas expectativas? Com base em que você cria tais expectativas: "achismos", vontades, promessas, experiências anteriores, probabilidades ou viabilidades?
Existe uma grande distância entre olhar e ver, muitas vezes nos preocupamos tanto em satisfazer nossos desejos, que chegamos a enxergar claramente evidências que inventamos nas entrelinhas do subentendido.
Busque certezas reais e não baseie suas decisões em interpretações tendenciosas ou nas "futuromancias". Não termos uma bola de cristal, mas temos duas bolas e dois cristalinos, chamados olhos, que nos permitem ver o buraco que está a nossa frente antes de cairmos no abismo.
Calibre seu olhar: imagine menos, enxergue mais, espere menos, faça mais, procure menos, encontre mais, e o mais importante, nunca deixe de sonhar, porque a magia de um olhar calibrado e racional é justamente tornar nossos sonhos possíveis.
Conceitos e traduções esclarecidos, deixo agora duas perguntas: Você costuma criar muitas expectativas? Com base em que você cria tais expectativas: "achismos", vontades, promessas, experiências anteriores, probabilidades ou viabilidades?Existe uma grande distância entre olhar e ver, muitas vezes nos preocupamos tanto em satisfazer nossos desejos, que chegamos a enxergar claramente evidências que inventamos nas entrelinhas do subentendido.
Busque certezas reais e não baseie suas decisões em interpretações tendenciosas ou nas "futuromancias". Não termos uma bola de cristal, mas temos duas bolas e dois cristalinos, chamados olhos, que nos permitem ver o buraco que está a nossa frente antes de cairmos no abismo.
Calibre seu olhar: imagine menos, enxergue mais, espere menos, faça mais, procure menos, encontre mais, e o mais importante, nunca deixe de sonhar, porque a magia de um olhar calibrado e racional é justamente tornar nossos sonhos possíveis.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
A Mecanização do Comportamento Humano
Antes de começar esta conversa quero deixar claro que quem vos escreve é um homem de tecnologia, analista de sistemas graduado, e amante dos avanços tecnológicos. Em momento algum questiono os benefícios que tais avanços nos trouxeram, mas a forma distorcida de compreensão de parte dos grandes decisores, e os impactos sociais e comportamentais causados por esta distorção.
Ainda sou jovem, tenho apenas trinta anos, mas foi exatamente durante estes trinta anos que aconteceu a maior revolução tecnológica de todos os tempos. No início da minha adolescência computadores eram luxo de grandes empresas, não existiam celulares e a Internet era um delírio futurista de ficção. Hoje é impossível imaginar o mundo sem eles, e aqui para nós, não sinto a menor vontade de imaginar!
O que aquele papo de distorção tem a ver com esta história toda? Concluí o Ensino Médio (na época chamado de Segundo Grau) a 13 anos, e aprendi na escola que era errado decorar as coisas, tínhamos que entender, interpretar e traduzir para nossas próprias palavras. Hoje decorar é tão fundamental a ponto de alguns professores negativarem notas pela simples troca de uma palavra por seu sinônimo.
Onde isto se relaciona com o avanço tecnológico? Antigamente um processo produtivo dependia muito das interpretações humanas, hoje as máquinas e os sistemas nos permitem acompanhar com relatórios os resultados de cada etapa, os processos estão bem desenhados, e entender deixou de ser fundamental, o importante agora é simplesmente saber obedecer uma rotina já projetada e desenhada. Aprender é coisa do passado, o sistema de ensino dos dias de hoje apenas adestra. Qualidade total para os produtos e degradação para o intelecto humano.
A distorção é justamente conceber a ideia de que obedecer é mais importante do que entender, pois ao observar a operação é perceptível que quem compreende o processo produtivo produz melhor e se sente mais realizado por conhecer a importância do seu papel. Além disto, ao transformar 95% do quadro de uma empresa em operação e apenas 5% em cargos decisórios, elevamos a distância na remuneração de tais postos. Resultado? Aumento da competitividade desleal, porque o que existe hoje não é guerra contra companheiros de trabalho, mas sim luta por sobrevivência.
Saudades do tempo em que as máquinas eram as ferramentas e as pessoas estavam no comando? O seu mundo começa nos seus próprios olhos e o poder de contagiar o ambiente está em cada um de nós. Leia, aprenda, interprete e tire suas próprias conclusões, lute por uma posição melhor sem desvalorizar as pessoas, porque desmerecer o próximo é reduzir seu próprio valor.
Não lute contra as pessoas, lute contra a mecanização do comportamento humano, afinal fomos nós quem criamos as máquinas, somos superiores a elas, e nos espelhar nelas nos reduz a um mero "hardware" que logo ficará obsoleto, e como tudo o que é ultrapassado, precisará ser substituído.
Ainda sou jovem, tenho apenas trinta anos, mas foi exatamente durante estes trinta anos que aconteceu a maior revolução tecnológica de todos os tempos. No início da minha adolescência computadores eram luxo de grandes empresas, não existiam celulares e a Internet era um delírio futurista de ficção. Hoje é impossível imaginar o mundo sem eles, e aqui para nós, não sinto a menor vontade de imaginar!
O que aquele papo de distorção tem a ver com esta história toda? Concluí o Ensino Médio (na época chamado de Segundo Grau) a 13 anos, e aprendi na escola que era errado decorar as coisas, tínhamos que entender, interpretar e traduzir para nossas próprias palavras. Hoje decorar é tão fundamental a ponto de alguns professores negativarem notas pela simples troca de uma palavra por seu sinônimo.
Onde isto se relaciona com o avanço tecnológico? Antigamente um processo produtivo dependia muito das interpretações humanas, hoje as máquinas e os sistemas nos permitem acompanhar com relatórios os resultados de cada etapa, os processos estão bem desenhados, e entender deixou de ser fundamental, o importante agora é simplesmente saber obedecer uma rotina já projetada e desenhada. Aprender é coisa do passado, o sistema de ensino dos dias de hoje apenas adestra. Qualidade total para os produtos e degradação para o intelecto humano.
A distorção é justamente conceber a ideia de que obedecer é mais importante do que entender, pois ao observar a operação é perceptível que quem compreende o processo produtivo produz melhor e se sente mais realizado por conhecer a importância do seu papel. Além disto, ao transformar 95% do quadro de uma empresa em operação e apenas 5% em cargos decisórios, elevamos a distância na remuneração de tais postos. Resultado? Aumento da competitividade desleal, porque o que existe hoje não é guerra contra companheiros de trabalho, mas sim luta por sobrevivência.
Saudades do tempo em que as máquinas eram as ferramentas e as pessoas estavam no comando? O seu mundo começa nos seus próprios olhos e o poder de contagiar o ambiente está em cada um de nós. Leia, aprenda, interprete e tire suas próprias conclusões, lute por uma posição melhor sem desvalorizar as pessoas, porque desmerecer o próximo é reduzir seu próprio valor.
Não lute contra as pessoas, lute contra a mecanização do comportamento humano, afinal fomos nós quem criamos as máquinas, somos superiores a elas, e nos espelhar nelas nos reduz a um mero "hardware" que logo ficará obsoleto, e como tudo o que é ultrapassado, precisará ser substituído.
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